Vamos falar em perder oportunidade.
STOP! THAT! TRAIN! é o filme da RuPaul, a drag queen mais milionária e mais conhecida do mundo, ícone, incrível e tudo.
Ela ficou milionária com seu reality RuPaul’s Drag Race, que está na temporada 18, da oficial, mas já lançou mais franquias pelo mundo, inclusive no Brasil. Sucesso total. Milhões.
Mas RuPaul quer mais. Sempre. E a gente vê nos olhos da fofa. Ela fez uma série ruim de ficçnao, onde ela faz uma drag queen, mas é ficção, aparece em tudo quanto é lugar, ganhou 11 Emmys, mas quer mais e queria aqui.
Mas errou.
RuPaul, sua turma de produtores (que devem ser seus donos) e o diretor Adam Shakman (de Hairspray) poderiam em STOP! THAT! TRAIN! fazer o novo Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu. Mas não fizeram. Por um momento eu achei que eles estavam tentando mas não.
Mesmo sendo uma paródia/cópia/mamada do filme do piloto que sumiu, STOP! THAT! TRAIN! é tão mas tão simplória em ideias e piadas que acaba só valendo a pena pela legião de famosos que estão no filme. E isso dá a ideia da importância de RuPaul, de seu prestígio em Hollywood. Mesmo que não seja com a lista A de famosos, tem um povo importante lá, tipo a Sarah Michelle Gellar (o que na verdade me fez questionar se ela ainda é importante ou só é pela série de 500 anos atrás).
STOP! THAT! TRAIN! é um filme concebido por uma drag queen genial, que faz o que quer, como podemos constatar, que se diz uma gênia de conhecimento pop mas que não teve a manha de perceber que seu filme precisava só de umas 500 piadas idiotas para serem contadas em um trem de luxo que perdeu o controle. E mais nada.
Faltaram piadas safadinhas, faltaram piadas com os convidados, faltaram piadas nada a ver. E sobrou historinha besta que todo mundo sabe como vai acabar. Sobrou cenário cafona, e não cafona boate de drag cafona, mas cafona meio novo rico cafona.
Nem as exclamações no título te salvaram.
Que pena.
NOTA: 


