Lá em 2022, quando eu amei e falei supre bem de Hatching, longa de estreia da diretora finlandesa Hann Bergholm, eu fiquei esperando qual seria seu próximo filme, seu próximo passo.
Esse dia de saber chegou e Nightborn (algo como Filho da Noite) entrega muito, o que me deixou bem feliz.
Quando comecei ver o filme e vi o inglês Rupert Grint eu pensei de novo e acho que como nunca escrevi isso por aqui, lá vai: toda vez que o vejo penso se ele pensa todo dia que ele poderia ter sido o Harry Potter se não fosse ruivo, sei lá. E se tivesse sido Harry Potter, poderia ter sido milionário como é Daniel Radcliffe. E sempre penso se não rola uma frustração. Ou se essa minha viagem é muito besta demais.
Voltando ao filme.
Quando comecei a ver Nightborn e vi o Ruperto Grint, mesmo tendo visto ele no poster, pensei o que levaria um ator inglês, um personagem inglês, em um horror finlandês. Conclusão: ele tá lá s´pra tentar vender o filme pra gringa, porque ele, o personagem, o tempo todo deixa claro que ele não entende finlandês então todo mundo fala inglês perto do fofo.
Mas Grint faz Jon, o britâncio casado com a finlandesa Saga (vivida pela ótima Seido Haarla de Vagão Nº 6) que estnao chegando na casa onde a finlandesa passou sua infância, no meio do nada, lindo, casa linda, mas totalmente destruída. Eles resolvem morar lá, reformar tudo e ter uns 3 filhos, já que é tudo grande, espaçoso, propício para construir uma família.
Saga fica tão feliz que vai passear pela floresta e acaba se envolvendo intimamente com uma árvore bem safadinha.
Nove meses depois, antes da reforma da casa terminar, nasce o filho do casal, uma criança bem barulhenta, que chora e grita muito se não estiver no escuro e que também é bem peluda, o que causa mais estranheza para o pai do que o choro em si.
Mas isso nnao é tudo.
A criança é um monstrinho (ops) faminto. Mama tanto no peito da mãe que vai o deixando em carne viva, o que vai ajudando a criança a mamar mais sangue do que leite.
E quando acaba no peito, ele morde os braços da mãe por onde ele fica tomando seu sanguinho preferido. E a bizarrice vai escalando. Quer dizer, não é bizarrice, vamos chamar de comportamento peculiar do recém nascido. Porque não só a criança vai entrando numa espiral de atitudes bizarras, tá, é bizarrice mesmo o comportamento, mas também seus pais vão pirando e indo para lados e direções malucas.
O legal demais deste filme é que a diretora Hanna não foi pelo caminho mais fácil e transformou a história emum conto gótico de horror de um nenê tomador de sangue. Mas Nightborn encaminha pela estrada do filminho de sessão da tarde de família com problemas, quando seus problemas se resumem a um bebê doido que vai se refastelando no sangue da mãe e de quem mais ele encontrar pela frente.
NOTA: 



