Olá você que aqui me lê.
Hoje é meu aniversário, queria falar de um #alertafilmão mas eu sei que você ama quando eu detono um filme. Assim sendo, apertem os cintos porque quem ganha o presente é você.
Começo essa resenha com a grande notícia: temos o #piorfilmedoano, o maior #alertaporcaria de 2026.
Rosebush Pruning é uma vergonha cinematográfica.
E pior, é uma vergonha cinematográfica dirigida por um brasileiro, Karim Ainouz.
Não adianta ter um roteiro baseado em um dos melhores filmes de um mestre italiano, Marco Bellocchio.
Não adianta ter uma doz melhores elencos do ano, com os nomes mais solicitados hoje em dia como Pamela Anderson, Riley Keough, a Elvis Neta, Callum Turner, o Duo Lipo, Lukas Gage e Elle Faning.
Não adianta ter uma história de sexualmente bizarra.
Não adianta ter dinheiro pra gastar com uma direção de arte ótima e locações espanholas fora do padrão.
Não adianta pegar o grege Efthymis Filippou, roteirista de A Lagosta, se você vai tentar fazer com que ele copie aquele filme e falhe miseravelmente.
Néo adianta nada disso se o diretor é totalmente incompetente, não sabe contar uma história, não sabe dirigir seu elenco, não sabe o que está fazendo ali além de uns closes interessantes nos 5 primeiros minutos de filme, não tem um fotógrafo competente e deve ter 500 produtores na sua orelha dizendo o que ele tem que fazer.
A culpa é do Karim mas também é de todo o resto dessa produçnao vergonhosa.
O pior é eles quererem vender o filme como se estivessem nos anos 1960, quando o original foi lançado e quando era relevante dizer que o filme era uma fábula anti patriarcal. Ou falam que é um thriller, suspense. Que gente cara de pau desesperada.
Que cara de pau é essa!
Ah, a história do filme, claro, já ia me esquecendo, é sobre uma família milionária que vive na Espanha em uma casa incrível onde o pai cego e seus 4 filhos nojentos, que tem tanto dinheiro que não precisam trabalhar, como eles dizem, e não trabalham e não leem, só comem, conversam sobre futilidades, escovam os dentes do pai numa das sequências mais horrorosas da história do cinema, depois de mostrar o que eles tanto falam sobre essa escovação.
Eles vivem ainda meio que em função da mãe/esposa que morreu devorada por lobos anos atrás, enterrada no meio da floresta onde foi morta cuja personalidade ainda dita muito do que os vivos bostas fazem.
E. Só.
Sessenta anos atrás na Itália, quando o original De Punhos Cerrados do Bellocchio foi lançado, ou quando o Teorema do Pasolini foi lançado, era importante, relevante falar de cinema anti capitalista, contra o sistem e principalmente contra o patriarcado. Pasolini criou o “anjo” que entra na família burguesa e. destrói por dentro fazendo com que todo mundo se apaixone por ele, o pai, a mãe, o filho, a filha. Bellocchio em seu filme também faz a família burguesa se auto destruir a partir de suas taras, suas perversidades internas que mostravam muito o que eles causavam ao seu redor.
Ainouz e quem mais teve a ideia de fazer esse filme hoje em dia, mirou no maluco e aceertou no sem sentido, mirou no cinema malucão do grego Yorgos Lanthimos, satírico ao extremo, crítico na medida certa de suas sutilezas de um elefante em uma loja de cristais e entregou um filme que prefere chocar com joguinhos sexuais incestuosos nojentos ao invés de ser mais inteligente no caos, como eu achei que fosse acontecer no final, já que ele dá uma dica do que poderia vir e claro, errou de novo na mosca.
Nada presta.
O filme foi mal recebido em festival, onde estreou mas eu tô só esperando algum “crítico” brasileiro falar bem porque afinal é diretor brasileiro fazendo “sucesso” no cinema internacional.
NOTA: 1/2
