Category: Grupos de Pesquisa

O DISCURSO PERFORMATIVO DO CONSUMO: NOVAS CIRCULARIDADES DISCURSIVAS PARA A PUBLICIDADE

Gustavo Moreira ZANINI

Resumo: A incorporação das novas tecnologias no cotidiano implicou em novas possibilidades de sociabilidade e na emergência de um novo contexto comunicativo. As profundas transformações estruturais na sociedade fazem com que, no contemporâneo, se consolidem ambientes que valorizam a participação e a interação, o que força as organizações a adotarem novos padrões discursivos. Numa perspectiva pós-estruturalista, buscamos compreender o funcionamento destes novos processos de circularidade discursiva, especialmente no âmbito do consumo. Apontamos para novas possibilidades na construção do discurso publicitário, que se apoia ao mesmo tempo em que exorta a interação ou a participação – mesmo que estas não signifiquem ação de fato, mas apenas uma reação. Observamos que esses novos diálogos apontam para consecução de objetivos simbólicos que se materializam na imersão de um sujeito consumidor num contexto organizacional. E, assim, deflagramos os novos contratos entre os agentes desta comunicação que atuam de modo a maximizar a nuance performática dessa experiência.

Apresentação do grupo

Elizabeth Moraes GONÇALVES

O Grupo de pesquisa Estudos de Comunicação e Linguagem – COLING – cadastrado no CNPq desde 2004, está vinculado à linha de pesquisa Comunicação Institucional e Mercadológica, do programa de pós-graduação stricto sensu em Comunicação social da Universidade Metodista de São Paulo – UMESP. O COLING reúne pesquisadores de várias Universidades brasileiras com o objetivo de refletir sobre as mais importantes teorias oriundas das ciências da linguagem e do discurso, no contexto da Comunicação, promovendo a interlocução entre pesquisadores, em pesquisas, debates e publicações. Em tempos de transformações profundas no cenário comunicacional, com a evolução das tecnologias aplicadas à comunicação e à informação, sobretudo no contexto das mídias sociais digitais, o COLING tem focado no estudo das Narrativas do contemporâneo. As tecnologias que permitem novas formas de construção de conteúdos, propiciam também as interações por meio de ações e/ou reações a partir de demandas que resultam em novas práticas comunicacionais e novos formatos midiáticos, encontrados tanto no jornalismo quanto na publicidade, mas também nos textos das organizações em geral, em contato com seus variados públicos. A visão crítica desse novo fazer comunicacional funda-se na crença de que nem sempre os níveis de interação e os impactos causados nos sujeitos da ação (ou sujeitos em (re)ação) pelas tecnologias promovem a comunicação efetiva, ou seja, o compartilhamento. Portanto a centralidade no sujeito, a valorização do outro nas narrativas, em especial no contexto do consumo, muitas vezes não passa de artifício de aproximação e de recurso argumentativo para atingir objetivos organizacionais e interesses comerciais e/ou ideológicos. Neste encontro do JIG 2016, o COLING traz relato de três pesquisas vinculadas a essa temática das narrativas do contemporâneo, a saber: “O discurso performativo do consumo: novas circularidades discursivas para publicidade” (Gustavo Zanini); “A interação semântica entre religião e consumo: uma análise do discurso da igreja universal” (Ronivaldo de Souza) e “Conflitualidades na rede: sujeito/consumidor. sites sociais de reclamação e comunicação corporativa” (Marcelo Silva).
Palavras-chave: Linguagem; Discurso; Comunicação; Narrativa.

COMUNICAÇÃO, CONSUMO, IDENTIDADE SOCIOCULTURAIS – ARTICULAÇÕES METODOLÓGICAS ENTRE AS PRÁTICAS DE CONSUMO, REPRESENTAÇÕES MIDIÁTICAS E CONSTITUIÇÃO DE IDENTIDADES

Marcia Perencin TONDATO

Resumo: O GP Comunicação, Consumo e Identidades socioculturais (CiCO) estuda a intersecção comunicação-consumo pensada no contexto da constituição das identidades no âmbito da interação social no ambiente urbano e relações com o universo midiático. Considerando a cultura como ponto de partida, o interesse é buscar respostas com ênfase no simbólico e no imaginário. Avaliar a significação das ações, objetos e expressões em relação a contextos e processos historicamente específicos e socialmente estruturados dentro dos quais, e por meio dos quais, são produzidas, transmitidas e recebidas as formas simbólicas, fundamentando as descobertas na relação com a vida na metrópole da modernidade tardia, onde a velocidade, a fragmentação e a (in)visibilidade são a tônica. Em contextos em que o trabalhador é transformado em consumidor de necessidades básicas, de novas mercadorias e de ideias-mercadorias, para oque cada vez mais a mídia é primordial, em cenários caraterizados pelo uso dos bens de consumo na especificação das relações sociais, exigindo que o consumo seja trabalhado além dos limites das práticas comerciais, ampliado para dimensões de inserção cidadã e diferenciação social. A prioridade são as temáticas referentes às representações midiáticas e práticas de consumo; relações sociais e culturais; constituição de sentido e identidade.
Palavras-chave: Comunicação e Consumo; Identidade; Representações Midiáticas.

Apresentação do grupo

Marcia PERENCIN TONDATO

O GP Comunicação, consumo e identidades socioculturais (CICO) estuda a intersecção comunicação-consumo pensada no contexto da constituição das identidades no âmbito da interação social no ambiente urbano e relações com o universo midiático. A cultura como ponto de partida, o interesse é buscar respostas com ênfase no simbólico e no imaginário socioculturais. Avaliar a significação das ações, objetos e expressões em relação a contextos e processos historicamente específicos e socialmente estruturados dentro dos quais, e por meio dos quais, são produzidas, transmitidas e recebidas as formas simbólicas, fundamentando as descobertas na relação com a vida na metrópole da modernidade tardia, onde a velocidade, a fragmentação e a (in)visibilidade são a tônica. Em contextos em que o trabalhador é transformado em consumidor de necessidades básicas, de novas mercadorias e de ideias- mercadorias, para oque cada vez mais a mídia tem é primordial, em cenários caraterizados pelo uso dos bens de consumo na especificação das relações sociais, exigindo que o consumo seja trabalhado além dos limites das práticas comerciais, ampliado para dimensões de inserção cidadã e diferenciação social. A prioridade são as temáticas referentes às representações midiáticas e práticas de consumo; relações sociais e culturais; constituição de  sentido e identidade.
Palavras-chave: Comunicação e Consumo; Identidade; Representações Midiáticas.

A VINGANÇA NA TV: “REVENGE” E “CITY HUNTER”, UMA PERSPECTIVA COMPARADA ENTRE OCIDENTE E ORIENTE

Autoras: Daniela MAZUR (PPGCOM-UFF); Alessandra VINCO (PPGCOM-UFF)

Resumo: Ao longo das décadas, as produções televisivas vêm crescendo de forma  qualitativa e quantitativa, fortalecidas pelo surgimento de novos modos de consumo e de engajamento, tanto no Ocidente, quanto no Oriente. Diversos temas são recorrentes nas ficções seriadas globais, como romance, ação e mistério, mas um tem tido destaque: vingança. Neste artigo, iremos investigar comparativamente como são construídas narrativas que abordam a vingança em ambas as perspectivas ocidental e oriental. Perante um olhar histórico e cultural e através da análise da estrutura narrativa, serão adotados como objetos de análise a série estadunidense “Revenge” e o drama sul-coreano “City Hunter”.

DRAMAS DE TELEVISÃO JAPONESES NA INTERNET BRASILEIRA: O CASO DE ATELIER NA NETFLIX

Autora: Mayara ARAUJO (UERJ)

Resumo: O consumo de produtos televisivos através do Netflix é cada vez mais popular no Ocidente. Isso trouxe à tona discussões acerca dos formatos tradicional (onde o programador faz a grade de programação) e não-linear (onde o assinante escolhe quando e onde assistir). Entretanto, pouco se discute acerca das transformações que o Netflix pode causar no circuito de dramas de televisão japoneses no Ocidente, que, até então, é majoritariamente movimentado por um circuito informal. Este artigo visa debater acerca dos modelos de consumo de dramas de TV no Brasil, valorizando o inovador caso de Atelier, o primeiro drama japonês co-produzido pelo Netflix.

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