“Entre todos os meus trabalhos, o que eu mais gosto é a casa que eu construí em Milão para receber velhos músicos e cantores não favorecidos pela sorte”.
Essa frase é do gênio da música Giuseppe Verdi, que em 1896 construiu em Milão a Casa di Riposo per Musicisti ou a Casa de Repouso para Musicistas, conhecida hoje como a Casa Verdi.
Este filme é menos sobre a Casa em si, sobre a construção lindíssima, diga-se de passagem.
Mas o Viva para o Verdi é pelas vidas desses musicistas que lá vivem no ocaso de suas vidas, homens e mulheres que, como ele disse, não foram agraciados pela sorte e se não fosse a Casa Verdi, sua velhice seria muito mais complicada.
Não só por terem um teto sobre suas cabeças mas porque lá essas pessoas que viveram a música as suas vidas todas, continuam vivendo música 24 horas por dia.
Essas pessoas dão cursos para jovens promissores, que também ganham bolsas da Casa Verdi e por lá vivem até terminarem seus estudos oficiais. E ter esses cursos “de extensão”, podemos dizer, com grandes nomes da música erudita, muitos deles que também tiveram fases de suas vidas flertando com a música mais popular, é algo impagável para esses jovens.
E nós vemos em um momento um grande nome da música erudita, um cantor que viajou o mundo e hoje vive na Casa Verdi, em uma aula mistura harpa com guitarra e uma cantora lírica em uma jam, em um improviso incrível, totalmente inesperado, tanto que a cantora diz “a surpresa me deixou desconcertada, tanto que eles estavam tocando em Dó maior e eu cantei em Dó menor”, ao que o professor a parabeniza e diz que eles precisam ficar atentos e preparados para tudo em suas carreiras.
Como vinha dizendo, além da casa, nós vemos principalmente as histórias desses musicistas super experientes e muito bem vividos contarem suas histórias de décadas e mais décadas dedicadas à música, à arte.
Além de tudo isso, Viva Verdi! tem uma indicaçnao ao Oscar de Melhor Canção Original, em uma das trilhas lindas do ano. Imperdível.
NOTA: 

1/2
