São poucos oss roteiristas geniais que conseguem resolver equações complexas criadas por eles mesmos, que fique bem claro, misturando alhos com bugalhos e dando sentido a tudo em uma história bizarra e aparentemente sem sentido e que faz o filme terminar da forma mais maravilhosa de todas
O roteirista deste Hokum: O Pesadelo da Bruxa não é um deles.
Eu queria ter gostado deste filme, ele é cheio de premissas interessantes, como um hotel com quarto assombrado, a perspectiva de uma bruxa na floresta ao lado, personagens violentos, tudo isso no meio do nada da Irlanda onde um escritor americano famosíssimo e bem babaca vai passar uns dias.
Detalhe: tal hotel foi onde os pais do escritor passaram a lua de mel décadas atras e ao que parece a desgraceira que aconteceu na família dele foi por causa dessa estadia, como o roteiro quer que nós acreditemos mesmo que o escritor não saiba disso.
Tudo o que acontece a partir de um momento crucial do filme, logo no início, que eu não posso contar o que seja, faz com que a gente tente montar um quebra cabeças jogado na nossa frente com esses detalhes que eu já citei e mais coisas bestas, como por exemplo a história do livro do cara que é a de um “conquistador”, como eles amam chamar os espanhóis que chegam a lugares isolados, no caso do livro um deserto.
Só que esse conquistador fala inglês e tem ao seu lado um “sancho pança” de 10 anos de idade que convera com ele em espanhol e que acaba não servindo pra muito além da possibilidade de “abrir” uma garrafa lacrada com um mapa do tesouro dentro, quer dizer, uma das garrafas que o tal espanhol que fala inglês carrega pelo deserto com o próximo passo que ele precisa dar para chegar ao “tesouro”.
Eu queri ter gostado desse filme porque a direção de arte é bem boa, ajuda a criar climas interessantes e porque o filme é estrelado pelo ainda menosprezado Adam Scott, um ator bem bom com cara de bobo.
Outro problema: a cara de bobo de Scott não funciona muito aqui porque o escritor, como eu disse, é um babaca, daquele que trata mal pessoas que o servem, incluive queimando a mão do assistente do hotel, seu fã, que diz ser escritor mas que trabalha lá pra apagar as contas. Sim, ele queima a mão do cara logo depois de detoná-lo com palavras e gestos horrorosos.
Eu fui me cansando do filme à medida que vai piorando a enrolação das histórias que não se ajudam, e não nos ajudam enquanto espectadores.
Tenho percebido que a minha paciência tem dirado cada vez menos em filmes ruins e pretensiosos. E ao invés de largar o filme eu assisto só pra passar raiva mesmo.
Tonto eu.
NOTA: 
1/2
