Acho que nas últimas décadas ninguém me interessa no cinema português além do João Pedro Rodrigues e seu cinema gay exagerado na medida errada.
E por um motivo bem claro: o cinema português vive de uma “auto masturbação” infinita. E sim, auto porque eles não aceitam que ninguém de fora os ajude nem nisso.
O que uns chamam de olhar para suas raizes eu chamo de só olhar para o próprio umbigo, ou aqui, auto- masturbação.
Todo filme português tem no meio reis, rainhas, família real que não existe mais, jargões ultrapassados em relação a essa eepoca imperial que, de novo, só interessa a (alguns d) eles.
Não aguento mais a Joaquina aparecendo em história dos dias de hoje. A rainha louca brigando com o Marquês do Pombal. Ao choro da fuga da família real quando Napoleão III estava prestes a invadir Portugal.
Banzo, o filme que Portugal mandou para concorrer a uma vaga no Oscar 2026 é mais um desses filmes sobre o passado inglório daquele povo, neste caso, sobre a época da escravidão, de como os donos de escravos contrataram um médico de Lisboa para entender a raznao pela qual os africanos não queriam trabalhar em terras que não eram deles, se eles tinham assinado contratos, com seus polegares, antes de embarcarem “por conta própria” em seus países africanos.
A única coisa interessante deste filme de mais de 2 horas ee descobrir que a palavra banzo significa a tristeza profunda que essas pessoas escravizadas sentiam longe de suas casas, sua vontade de morrer que os fazia parar de comer e definhar em camas de hospitais improvisados no meio de fazendas.
De resto, o filme mostra uns portugueses mal intencionados, sem caráter algum e sem vergonha em suas caras quando arrumam as piores desculpas para manter os escravizados presos, acorrentados e que apanhassem se não trabalhassem, mesmo com tal médico “salvador da pátria” dizendo que aquelas pessoas não tinham condições físicas ou mentais para tanto.
Filme chato feito por uma diretora que quer jogar na cara não sei de quem que seus acentrais eram canalhas mas que não teve um produtor ao lado dizendo “fia, edita mais esse filme porque você tá só repetindo a história e tá cansativo”.
A produção deste filme, como a de todos os filmes dessa “linha”, acredita que ter uma casa de 200 anos de locaçnao e colocar uma mesa e 3 cadeiras com caras de antigas vai ser o suficiente pro espectador acreditar que aquela cena se passa em 1850, sendo que a direção de elenco me fez pensar em uma novela de época mal dirigida e porcamente encenada.
Chega, né? Assisti esse filme por ser da lista dos candidatos ao Oscar mas prometo (a mim mesmo) que vai ser a última produção cinematográfica portuguesa que escreverei por aqui em algum tempo. Assistir 2 filmes portugueses muito ruins no mesmo ano é tarefa difícil pra defender qualquer um. Eles não nos ajudam mesmo.
NOTA:
