Aparece documentário sobre o Caravaggio e o que eu faço?
Assisto.
Livro, filme, disco, panfleto, post, tudo que aparece sobre Caravaggio vou lá eu ver.
Este novo documentário, dirigido por David Bickerstaff e Phil Grabsky, é um filme de introdução ao mestre da luz italiano.
O filme foi realizado para a série Exhibition on Screen e tem uma peculiaridade: Caravaggio é vivido pelo ator Jack Bannell mas não revivendo cenas ou momentos importantes da vida do pintor.
Ele está sempre em close, olhando para a câmera, dando depoimentos sobre passagens de sua história e como o filme deixa claro, o texto é baseado em estudos de historiadores porque não existe nenhum documento escrito pelo próprio.
E isso é interessante para nos mostrar que além, obviamente, da obra deixada pelo Michelangelo, a oralidade ainda é um ponto crucial na transmissão de conhecimento.
O filme é meio que um beabá, uma introdução ao universo do pintor que levou o chiaroscuro ao nível de técnica, de marca registrada, onde as sombras por vezes dizem mais que a luz.
E também mostra, como deveria, a importância dos modelos de Caravaggio, seus conhecidos “de rua”, bêbados, prostitutas, ladrões, proxenetas, que foram usados nos quadros sacros encomendados por Papa, bispo, padre, todo mundo da igreja que entendia de arte até que se descobriu quem eram a face de Jesus, Maria, dos Santos.
Escândalo.
NOTA: 


