Amo o cinema russo grandioso e esplêndido. Mas adoro também o cinema russo pequeno, despretensioso e com seus pormenores estranhos pra um brasileiro.
Centauro é um desses filmes novos, pequenos, com uma ideia boa, não tão nova, mas contada de uma forma inteligente. Mas o melhor de tudo é que o tal centauro do título, o motorista de táxi Sasha, com suas pernas mal funcionais, é vivido pelo muso Yuri Borisov, de Compartimento 6 e indicado do Oscar por Anora.
Sasha é um cara esperto, inteligente, que uma noite pega pelo aplicativo uma passageira que ele logo “descobre” que ela é um garota de programa e pela “esperteza” dele, ela o contrata para ser seu motorista particular pela noite, pagando uma quantia bem boa e por fora, o que é melhor.
Só que obviamente Liza não é “só” uma garota de programa, aos poucos a gente vai descobrindo que ela na verdade trabalha pra um cara bem do mal que tem certeza que Sasha é um serial killer que mata prositutas e esconde os corpos.
E a noite “de trabalho” de Liza na verdade acaba virando uma noite de perseguições, provocações, mentiras, violência, tiros e cacetadas do jeito que a gente gosta.
O centauro é aquele que da cintura pra cima é homem e da cintura pra baixo um animal.
O centauro de Sasha, quando no seu táxi dirigindo, é um homem “normal” mas aos poucos a gente vai descobrindo outra coisa: que sua desabilidade da cintura pra baixo lhe dea superpoderes, o transforma em um “animal” que pastou muito na vida sempre o preparando para o pior que ainda está por vir.
Pop dos bons na veia.
NOTA: 1/2