{"id":1399,"date":"2012-05-13T22:26:57","date_gmt":"2012-05-14T01:26:57","guid":{"rendered":"http:\/\/geminisufscar.wordpress.com\/?p=1399"},"modified":"2012-05-13T22:26:57","modified_gmt":"2012-05-14T01:26:57","slug":"comentarios-da-aula-lost-canonicidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/geminisufscar.com.br\/grupo\/2012\/05\/13\/comentarios-da-aula-lost-canonicidade\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rios da Aula (09\/05) &#8211; Aspectos Can\u00f4nicos da Narrativa Transmidi\u00e1tica em LOST (com Glauco Toledo)"},"content":{"rendered":"[scribd id=93440700 key=key-ykjh06pg2lcidlbpc67 mode=slideshow]\n<p>A aula realizada na \u00faltima quarta-feira teve a apresenta\u00e7\u00e3o do <strong>Prof. Glauco Madeira de Toledo<\/strong>, mestrando do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Imagem e Som. Glauco veio trazer v\u00e1rios temas e discuss\u00f5es a respeito de sua pesquisa, intitulada &#8220;Aspectos Can\u00f4nicos da Narrativa Transmidi\u00e1tica em LOST&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Glauco, o surgimento do seriado Lost ocorreu em um contexto hist\u00f3rico que fez com que diferentes fatores possibilitaram o sucesso do seriado de televis\u00e3o, bem como de suas extens\u00f5es em outras m\u00eddias e o incentivo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos consumidores como criadores e desvendadores de uma narrativa complexa. As transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas dos modelos comunicacionais que fazem parte desse momento hist\u00f3rico s\u00e3o, dentre outras:<\/p>\n<p>&#8211; As possibilidades de intera\u00e7\u00e3o da <strong>televis\u00e3o digital<\/strong> (ainda n\u00e3o exploradas suficientemente no Brasil)<\/p>\n<p>&#8211; A ascen\u00e7\u00e3o da <strong>Web 2.0<\/strong>, que atrav\u00e9s de seus sistemas e servi\u00e7os agregadores de conte\u00fado, como Youtube, comunidades, Flickr, etc; permitiu que o conte\u00fado das redes fosse abastecido pelos usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8211; A populariza\u00e7\u00e3o dos <strong>blogs<\/strong>, que ao contr\u00e1rio dos di\u00e1rios virtuais, escritos para si mesmo, permitem intera\u00e7\u00f5es e coment\u00e1rios sobre as postagens sobre os mais distintos assuntos, inclusive an\u00e1lises e teorias de f\u00e3s sobre narrativas complexas como Lost.<\/p>\n<p>&#8211; A &#8220;<strong>intelig\u00eancia coletiva<\/strong>&#8220;, conceito cunhado pelo fil\u00f3sofo &#8220;Pierre L\u00e9vy&#8221;, que ressalta as possibilidades da resolu\u00e7\u00e3o de problemas e constru\u00e7\u00e3o de conte\u00fado de forma colaborativa atrav\u00e9s de informa\u00e7\u00f5es e colabora\u00e7\u00f5es oriundas de fragmentos de esfor\u00e7o cognitivo e da capacidade de usu\u00e1rios que se conectam em comunidades, f\u00f3runs e outros ambientes compartilhados nas redes de comunica\u00e7\u00e3o como a internet. No caso de Lost, isso \u00e9 demonstrado nos f\u00f3runs e comunidades, que buscavam juntar os quebra-cabe\u00e7as das dos artefatos dieg\u00e9ticos espalhados nas mais diversas m\u00eddias e tamb\u00e9m na an\u00e1lise por muitas vezes necess\u00e1ria quadro-a-quadro de cenas que continham detalhes que poderiam mudar o entendimento da trama. Por se tratar, al\u00e9m de tudo, de uma narrativa n\u00e3o linear e em que h\u00e1 entrecruzamentos complexos de personagens de dentro e de fora da ilha, os f\u00f3runs e comunidades permitiam com que fabula\u00e7\u00f5es e hip\u00f3teses a respeito do entendimento de Lost fossem feitos. Os diferentes potenciais cognitivos de grupos de f\u00e3s heterog\u00eaneos, por exemplo: de formula\u00e7\u00e3o de infogr\u00e1ficos e cartografias da ilha, de elabora\u00e7\u00e3o de teorias, edi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo, e a interpreta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de conceitos mitol\u00f3gicos, filos\u00f3ficos e religiosos, por exemplo, formam um comp\u00eandio crescente e rizom\u00e1tico e um conhecimento compartilhado que \u00e9 maior do que o proposto pela narrativa da televis\u00e3o. Segundo L\u00e9vy (1998):<\/p>\n<p><em>\u00c9 uma intelig\u00eancia repartida em todas as partes, valorizada constantemente, coordenada em tempo real, que conduze a uma mobiliza\u00e7\u00e3o efetiva das compet\u00eancias. Agregamos a essa defini\u00e7\u00e3o essa ideia indispens\u00e1vel: o fundamento e o objetivo da intelig\u00eancia coletiva \u00e9 o reconhecimento e o enriquecimento m\u00fatuo das pessoas, e n\u00e3o o culto de comunidades fetichizadas e hipostasiadas.Uma intelig\u00eancia repartida em todas as partes: esse \u00e9 o nosso axioma de partida. Ningu\u00e9m sabe do todo, todo mundo sabe de algo, todo o conhecimento est\u00e1 na humanidade. N\u00e3o existe nenhum reservat\u00f3rio de conhecimento transcendente e o conhecimento n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o o da gente.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1402\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.geminis.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/shapeimage_2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1402\" class=\"size-full wp-image-1402\" title=\"Intelig\u00eancia Coletiva\" src=\"http:\/\/www.geminis.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/shapeimage_2.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1402\" class=\"wp-caption-text\">Fluxo cognitivo e organizacional das colabora\u00e7\u00f5es em ambientes colaborativos. Imagem dispon\u00edvel em\u00a0<a href=\"http:\/\/tinyurl.com\/6qbcubm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>http:\/\/tinyurl.com\/6qbcubm<\/strong><\/a><\/p><\/div>\n<p><strong>&#8211; Converg\u00eancia Midi\u00e1tica<\/strong>: em um projeto transmidi\u00e1tico as plataformas midi\u00e1ticas divergem em suas propriedades e modos de consumo, mas podem servir, cada uma com suas melhores potencialidades, como op\u00e7\u00f5es de fluxo de uma narrativa que pode ser consumida em v\u00e1rios n\u00edveis de leitura, assim como existem v\u00e1rios n\u00edveis de espectadores. Aquele que viu a s\u00e9rie somente pela televis\u00e3o vai fabular e compreender a obra de um modo. O n\u00famero de plataformas em que h\u00e1 o consumo de produtos oficiais (no caso de <em>Lost<\/em>, livros, sites, epis\u00f3dios para celulares, etc) altera a experi\u00eancia e a constru\u00e7\u00e3o do sentido. O mesmo vale para o consumo em meios n\u00e3o-oficiais, como os f\u00f3runs e comunidades, que expandem a compreens\u00e3o de forma coletiva.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Complexifica\u00e7\u00e3o das Narrativas<\/strong>: Segundo Steven Johson (2012), as narrativas da cultura pop, em suas mais distintas formas de distribui\u00e7\u00e3o e plataformas est\u00e3o sofrendo um processo de complexifica\u00e7\u00e3o. Dentre elas est\u00e3o os games, a televis\u00e3o, a internet (e claro, obras transm\u00eddia que utilizem todas essas m\u00eddias). Para compreender um produto como Lost \u00e9 preciso um maior &#8220;empenho cognitivo&#8221; (JOHNSON, 2012, p.9), em que v\u00e1rios sub-plots s\u00e3o interligados de modo a promover suspense; e que ganchos narrativos e detalhes s\u00e3o inseridos de forma a &#8220;confundir os f\u00e3s&#8221;. Ainda segundo Johnson (2012, p. 64), &#8220;parte do prazer nessas narrativas modernas da televis\u00e3o decorre do esfor\u00e7o cognitivo ao qual o espectador \u00e9 obrigado a ter para preencher a lacuna nas s\u00e9ries&#8221;. As dicas dadas no seriado confundem e trazem mais mist\u00e9rios, as setas narrativas (elementos expl\u00edcitos que explicam a resolu\u00e7\u00e3o de um plot) s\u00e3o &#8220;tortas&#8221; e podem ser solucionadas de forma coletiva, mas tamb\u00e9m conflitante em grupos na internet. Segundo Lang (2012) a complexidade em Lost se encaixa em um conceito de Angela Ndalianis, o &#8220;neo-barroco&#8221; nas novas narrativas:<\/p>\n<p><em>\u201cLost usa a maioria dos elementos Neo-Barrocos definidos por Ndalianis: a parcialmente, persistente viola\u00e7\u00e3o do quadro que cont\u00e9m a ilus\u00e3o art\u00edstica; a \u00eanfase na intertextualidade, complexidade e virtuosidade e o \u201cengajamento ativo dos membros da audi\u00eancia\u201d, que s\u00e3o convidados a participar em um jogo reflexivo que envolve o estrategema do jogo.\u201d (LANG, 288 in MOORE, 2012) (Tradu\u00e7\u00e3o livre do autor)\u00a0<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1410\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.geminis.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/lostchart_42310.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1410\" class=\"size-full wp-image-1410\" title=\"lostchart_42310\" src=\"http:\/\/www.geminis.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/lostchart_42310.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"400\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1410\" class=\"wp-caption-text\">Complexidade das rela\u00e7\u00f5es entre os personagens de Lost: <a href=\"http:\/\/www.wired.com\/magazine\/2010\/04\/ff_lost\/all\/1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">clique aqui para ver mais gr\u00e1ficos e ampliar a imagem.<\/a><\/p><\/div>\n<p><strong>&#8211; Narrativa Transm\u00eddia.<\/strong> Segundo Jenkins,\u00a0<em>Narrativa Transm\u00eddia representa um processo no qual os elementos integrantes de uma fic\u00e7\u00e3o s\u00e3o dispersos sistematicamente atrav\u00e9s m\u00faltiplos canais de distribui\u00e7\u00e3o com a finalidade de criar uma experi\u00eancia de entretenimento unificada e coordenada. O ideal \u00e9 que cada meio fa\u00e7a a sua pr\u00f3pria e distinta contribui\u00e7\u00e3o para o desenrolar da hist\u00f3ria (JENKINS, 2003a, p.1).<\/em><\/p>\n<p><strong>CANONICIDADE<\/strong><\/p>\n<p>Devido ao grande n\u00famero de elementos formadores dos fluxos narrativos transmidi\u00e1ticos que abrangem a constru\u00e7\u00e3o do universo de <em>Lost<\/em>, como os livros, jogos de realidade alternada (ARGs), games, sites, artefatos dieg\u00e9ticos publicit\u00e1rios, epis\u00f3dios para celulares, etc. e do fato de que em muitas vezes a mesma pessoa controle os diferentes departamentos de produ\u00e7\u00e3o do mundo dieg\u00e9tico (o mundo que \u00e9 dado como real na hist\u00f3ria), existe a possibilidade de que v\u00e1rios desses produtos produzam informa\u00e7\u00f5es conflitantes e n\u00e3o-coesas; ou seja, podem deixar o mundo da ilha de <em>Lost<\/em> com falhas de continuidade. Para &#8220;resolver&#8221; essas tens\u00f5es, um artif\u00edcio \u00e9 definir o que \u00e9 &#8220;c\u00e2none&#8221; ou n\u00e3o na narrativa, ou seja, quais elementos de quais m\u00eddias fazem parte oficialmente do universo <em>Lost<\/em>. Tal no\u00e7\u00e3o se aproxima da ideia de canonicidade na religi\u00e3o: \u00a0as igrejas ocidentais como o Juda\u00edsmo, Cristianismo e Islamismo adotam uma s\u00e9rie de livros como sendo aqueles que devem ser usados e interpretados como detentores das verdades e dos dogmas. No caso do Cristianismo, a vertente Cat\u00f3lica Ap\u00f3stolica Romana adota uma B\u00edblia formada por 73 livros. A no\u00e7\u00e3o de &#8220;verdade verdadeira&#8221; de cada livro e a permiss\u00e3o de que ele fa\u00e7a parte do &#8220;c\u00e2none&#8221; dos dogmas do Catolicismo, tem de passar por uma legitima\u00e7\u00e3o por uma est\u00e2ncia superior, no caso o alto-escal\u00e3o da Igreja. Segundo os interesses da Igreja, alguns livros podem ser &#8220;canonizados&#8221; e &#8220;descanonizados&#8221;. Tudo o que n\u00e3o \u00e9 can\u00f4nico, \u00e9 ap\u00f3crifo: v\u00e1rios livros e evangelhos foram escritos mas n\u00e3o s\u00e3o aceitos oficialmente pela Igreja, como por exemplo, o <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Primeiro_Livro_de_Enoque\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Primeiro Livro de Enoque<\/a>.<\/p>\n<p>No caso de <em>Lost<\/em>, as est\u00e2ncias de legitima\u00e7\u00e3o do que fazia ou deixava de fazer parte da narrativa estavam tamb\u00e9m definidas e centralizadas na figura dos produtores executivos, que na transmiss\u00e3o dos <em>podcasts oficiais<\/em>\u00a0declaravam o que era can\u00f4nico ou n\u00e3o.<em>\u00a0<\/em>Deste modo, algumas linhas narrativas foram &#8220;descanonizadas&#8221; por v\u00e1rios motivos, sejam eles comerciais, estrat\u00e9gias de marketing ou tentativas de corrigir incoer\u00eancias narrativas. O livro <em>Bad Twin,\u00a0<\/em>um artefato dieg\u00e9tico publicado oficialmente e que podia ser comprado nas livrarias, contava supostamente a hist\u00f3ria de um passageiro que morreu na queda do voo 815, avi\u00e3o onde estava a maioria dos personagens de <em>Lost<\/em>. O artefato foi inserido na m\u00eddia central (televis\u00e3o) em uma cena que o personagem Hurley l\u00ea o manuscrito na praia. Desta forma, o consumidor que consumiu as duas m\u00eddias podiam fazer rela\u00e7\u00f5es textuais entre os dois tipos de plataforma e seus conte\u00fados. Entretanto, o livro foi descanonizado pelos produtores, apesar de n\u00e3o mostrar incoer\u00eancias com a trama.<\/p>\n[youtube=http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3aN4NoTc8EA] (Hurley lendo <em>Bad Twin<\/em>)<\/p>\n<p>Em narrativas muito antigas, espalhadas e criadas por diversos produtores, a canonicidade \u00e9 dif\u00edcil de ser compilada, j\u00e1 que as est\u00e2ncias legitimadoras n\u00e3o est\u00e3o impostas nas figuras dos autores ou produtores. Nesse caso, as discuss\u00f5es entre f\u00e3s tentam resolver e legitimar certas linhas de eventos ficcionais. Como n\u00e3o h\u00e1 uma figura central, pode haver a forma\u00e7\u00e3o de grupos que defendem certos discursos dentro das comunidades, trazendo refer\u00eancias externas e pesquisando os dados hist\u00f3ricos das tramas. Entretanto, a tend\u00eancia nesse caso \u00e9 que as multiplicidades de interpreta\u00e7\u00e3o e de aceita\u00e7\u00e3o de determinadas m\u00eddias e hist\u00f3rias se fechem em um c\u00edrculo vicioso conflitante. Glauco afirma que em hist\u00f3rias semi-controladas, como o universo de <em>Star Wars<\/em>, que \u00e9 centralizado na figura do diretor George Lucas, mas distribu\u00eddo em diversas m\u00eddias produzidas atrav\u00e9s de licenciamentos, a canonicidade \u00e9 imposta por um <strong>misto de f\u00e3-produtor<\/strong>.<\/p>\n<p>Glauco considera algumas sugest\u00f5es para evitar problemas de canonicidade na narrativa: <em>1- Declarar a narrativa transm\u00eddia desde o in\u00edcio<\/em>, para que os f\u00e3s conhe\u00e7am a natureza do material que consumir\u00e3o. No caso de Lost, isso n\u00e3o seria poss\u00edvel, j\u00e1 que inicialmente a s\u00e9rie foi concebida como um produto \u00fanico para a televis\u00e3o. <em>2 -) Evitar a gera\u00e7\u00e3o de material que possa ser descanonizado<\/em>; <em>3-\u00a0Ser claro nos sinais<\/em>: em Lost, muita gente n\u00e3o sabia que era uma obra transmidi\u00e1tica. Um evento que ocorre em um mobis\u00f3dio (epis\u00f3dio de 2 minutos desenvolvido para telefones celulares) altera toda a compreens\u00e3o da totalidade da narrativa e de um de seus elementos centrais. Isso \u00e9 chamado &#8220;<strong>compreens\u00e3o adicional&#8221;<\/strong>.\u00a04) Dosar a frustra\u00e7\u00e3o.\u00a0<em>5) \u201cCada extens\u00e3o transmidi\u00e1tica deve tentar ser uma experi\u00eancia individual satisfat\u00f3ria, al\u00e9m de oferecer esclarecimentos sobre a narrativa\u201d<\/em>.\u00a0<em>6) Jogar pelas regras<\/em>. No caso das regras, segundo Glauco, <em>o jogo \u00e9 esconder\u00a0<\/em>(mist\u00e9rios, ganchos narrativos, etc).<\/p>\n<p>Para os f\u00e3s de Lost: Mobis\u00f3dio que representa o que acontece antes do primeiro epis\u00f3dio (e muda boa parte da compreens\u00e3o da narrativa, se consumido:<\/p>\n[youtube=http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=iWW9vw_ZmmI]\n<p>(So It Begins, divulgado em 2006)<\/p>\n[youtube=http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=s96iG2lwam4]\n<p>(In\u00edcio da s\u00e9rie, 2004)<\/p>\n<p>BIBLIOGRAFIA:<\/p>\n<p>JENKINS, Henry. <em>Cultura da converg\u00eancia<\/em>. 2a Ed. S\u00e3o Paulo: Aleph, 2009.<\/p>\n<p>JOHNSON, Steven. <em>Tudo o que \u00e9 ruim \u00e9 bom para voc\u00ea<\/em>: como os games e a TV nos deixam mais inteligentes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2012.<\/p>\n<p>L\u00c9VY<em> , <\/em>Pierre<em>. Intelig\u00eancia Coletiva<\/em>. Ed. Loyola ,S\u00e3o Paulo, 1998.<\/p>\n<p>MOORE, Pearson(org.). <em>Lost Thought<\/em>: Leading Thinkers Discuss Lost. Lexington, Estados Unidos: Inukshuk Press, 2012.<\/p>\n<p>NDALIANIS, Angela. <em>Neo-Baroque aesthetics and contemporary entertainment<\/em>. Cambridge, Mass e London, Estados Unidos: The MIT Press, 2004.<\/p>\n<p>SMITH, Aaron. <em>Transmedia Storytelling In Television 2.0<\/em>: Strategies for Developing Television Narratives Across Media Plataforms.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[scribd id=93440700 key=key-ykjh06pg2lcidlbpc67 mode=slideshow] A aula realizada na \u00faltima quarta-feira teve a apresenta\u00e7\u00e3o do Prof. Glauco Madeira de Toledo, mestrando do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Imagem e Som. Glauco veio trazer v\u00e1rios temas e discuss\u00f5es a respeito de sua pesquisa, intitulada &#8220;Aspectos Can\u00f4nicos da Narrativa Transmidi\u00e1tica em LOST&#8221;. 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