Eu não sabia nada de Insaciável e não dava nada pra esse filme. E assim que é bom, a surpresa é maior quando vem do nada.
O filme australiano é um body horror de primeira, a história de uma jovem que se sente gorda, faz dieta, faz promessa, faz tudo o que dizem pra ela fazer e nada adianta.
Até que ela por acaso encontra um amiga da escola, alguém que ela não reconhece na hora porque a amiga emagreceu muitos kilos, saiu de obesa para uma grande gostosa, segundo a própria, tudo por causa de uma pílula “não aprovada” que ela vem tomando há um tempo.
É cara. Bem cara. Mas Hana ganha 1 pílula que segundo a amiga, só com uma ela já vai ver a diferença que faz.
Hana fica doida, guarda a pílula e o telefone da amiga e vai para a faculdade, já que estuda bioquímica, abre a pílula, coloca o pozinho em uma máquina e descobre que o componente principal do remédio milagroso é cinza. Humana.
Óbvio que Hana não toma o negócio, conta pra amiga do que é feita a pílula e vai viver sua vida.
Mas em uma piração de muitas em relação a seu corpo e seus distúrbios alimentares, Hana resolve ela mesma produzir uma pílula milagrosa.
Usando cinza humana.
E pra isso ela pega restos do cadáver que ela vem dissecando em uma aula e pronto, já tem o ingrediente principal.
Doideira? Nada.
O que vem depois é que é doideira.
Tendo em mãos Midori Francis, uma atriz incrível vivendo Hana, que se joga nesse horror físico e psicológico, a diretora Natalie Erika James abusa das cenas extremas, usando a nojeira como aliada da cinematografia precisa.
Insaciável que é, Hana muda o foco de sua vida, de comer tudo e qualquer coisa para produzir a pílula como pode, e como não deveria.
Pra nossa sorte, quanto menos deveria, melhor o filme fica, que caminha a passos largos para um dos finais mais interessantes do ano, pra dizeer o mínimo.
NOTA: 



