Pra começo de conversa já aviso que eu não gosto da Jennifer Lopez.
Até nutria uma simpatia pela fofa mas depois do documentário dela eu passei a desprezá-la. E não por acaso sempre aparece nas minhas timelines vídeos dela como um recente onde ela fica na porta de um hotel esperando para sair enquanto seus asseclas preparam o caminho e as pessoas que estão entrea a porta e o carro estacionado a sei lá, 50 metros de distância.
Ávido consumidor de entrevistas com personalidades das artes hollywoodianas, vi pelo menos 3 dessas em programas diferentes onde a fofa, J-Lo, junto de seu parceiro de filme, o britânico cafuçu Brett Goldstein, sorridentes, bem vestidos, vendendo esta comédia romântica como se fosse a salvação da lavoura.
E o texto é sempre o mesmo, decorado como eum um jogral: a fofa conta que recebeu o roteiro do cafuçu, de quem ela era fã porque adora Ted Lasso, e junto um bilhete que dizia “escrevi esse roteiro com meu sócio e diretor Ol Parker pensando em você, fofa. Você é nossa escolha número 1 e não temos número 2. Se você não topar fazer esse filme, não o faremos”.
E o filme estreou na Netflix.
Lá fui eu com sangue nos olhos, pronto pra odiar porque, além dessa papagaiada, ainda teve a “fofoca” de que a dupla estaria “de romance”, claro, às vésperas da estreia do filme e nnao era uma jogada de marketing pra eles não saírem da mídia.
Bom, Paixão de Escritório é bom. Juro. Acreditem em mim.
É a primeira comédia romântica estrelada pela J-Lo com piadas boas e com piadas de e para adultos, já que em todo filminho ela parece uma tonta, assexuada, desinteressante porque alguém deve ter dito pra ela “você tem que ser amada por você mesma, seus papeis tem que ser de mulheres fortes e não mulheres sexualizadas porque isso é coisa de macho escroto”, achando que ser feminista tem que ser, sei lá, tonta.
Aqui ela é a dona de uma companhia aérea, que não transa há 4 anos, que só anda de roupas brancas ou bem clarinhas, linda como sempre, claro, CEO que levantou a empresa do pai mas que etá sob o escrutínio de um board de diretores que esperam qualquer escorregão dela para substituí-la por aogum almofadinha de Harvard.
Um dia ela precisa ir a uma audiência e ao invés do advogado fodão da empresa ir junto vai o novo contratado, o cafuçu inglês que fica babando nela e que logo a faz babar também.
Mas a empresa tem uma lei rígida sobre relacionamentos entre funcionários serem terminantemente proibidos e mesmo ambos sabendo disso, no pirmeiro papo no escritório dela entre os 2 ele tem uma ereção!
Juro.
O cara vai cumprimentá-la e fica de pinto duro, na cena mais constrangedora do filme.
Dali eu achei que o filme fosse degringolar mas a cena de mau gosto leva o roteiro a possibilidades infindas piadas baixas e engraçadas, que eu não esperava ouvir da fofa.
A história toda é uma bobagem, a gente sabe como termina, mas aqui a gente vê o quanto um roteiro escrito não pela malta de roteiristas descerebrados de Hollywood pode fazer com a carreira de uma estrela pop.
Parabéns J-Lo por dar um passo importante em sua carreira (e olha que eu gosto de As Golpistas) mas agora para de falar que você é fã da Madonna desde pequena porque você não é tão mais novinha que ela não.
NOTA: 


