O tanto que eu não gostei de Extermínio: A Evolução, a diretora Nia da Costa compensou neste filme novo da saga Extermínio, dos 28 Dias, e neste caso, na saga do Dr. Ian Kelson (o maior de todos, Ralph Fiennes), que aqui é chamado até de Diabo.
Eu entendo muito que o filme anterior era um “filme de passagem”, daqueles sem fim, que vão se concluir no próximo. Mesmo filmado junto com este, eu acho o Extermínio anterior meio desleixado e pior, senti falta de horror.
E não tem nada pior que filme de horror sem horror.
Aqui não.
O horror, a violência existem e muito.
Este filme é focado na turminha dos loirinhos, os jovenzinhos punk pós apocalípticos sem vergonha na cara, sem alma nem coração.
E também tem o outro (e melhor) foco no Dr. Ian, que se aproxima mais ainda do zumbi “alfa”, o grandão de pinto enorme estranho. E quando eu digo se aproxima, o cientista chega ao ponto de conseguir “domar” o monstrão até fazendo com que ele tome remédios.
Esses dois focos se contrabalançam criando uma tensão de um encontro iminente desses 2 núcleos que me deixou ansioso de verdade. Ainda mais em um filme de horror desgraceira onde qualquer coisa pode acontecer.
Um ponto alto do filme, de novo, porque já virou marca registrada da série, é a trilha sonora. O médico Ian ouve muito rock com seus discos de vinil inclusive ele cria um momento de auge do filme a partir de uma trilha sonora muito inesperada e absolutamente pertinente, parecendo inclusive que o “hit” tenha sido escrito para esse filme, para essa cena. Só que o hit é de 1982.
A entrega de Fiennes como o médico perdido no mundo pós apocalíptico é incrível. Claro que eu nnao me surpreendo com o que o ator faça, entregue, mas o que me deixa muito feliz é que um ator deste nível se entregar tanto em um horror, em um filme de uma cinematografia “menor” (não sou eu que acho, acho horror acima de tudo).
E finalmente a diretora Nia da Costa mostra que ela é sim uma bela de uma diretora, com controle do seu filme, de seus atores, o que é muito importante e também em controle do horror como se deve.
Levei até um pooota susto, acredita?
NOTA: 



