O Luc Besson é um dos diretores que eu mais falo mal ultimamente.
Com dor no coração porque seus primeiros filmes são dos meus preferidos do novo cinema francês, como Subway e Imensidão Azul, só pra citar 2.
Só que o cara tem errado tanto nos últimos anos que fica difícil defender. Aliás, a fase de tentar defender ficou muito pra trás.
Eu enrolei muito para assistir seu novo filme, este Drácula – Uma História de Amor Eterno simplesmente pelo medo. Não do vampiro, mas do filme em si. E pra minha surpresa o filme até que é bem legalzinho.
Como eu escrevi aqui que o Frankenstein da Netflix deveria se chamar de Frankenstein do del Toro, assim como se chama o melhor de todos Drácula do Coppola, este filme deveria se chamar Drácula do Besson, porque é uma versão bem particular do livro do Bram Stoker.
Besson toma muitas liberdades no filme e nos mostra em mais de 2 horas a versão mais “romance fofo” do vampirão. Sem horror e sem muito sangue.
O foco do Besson é o amor mesmo, o que é louvável até. O problema pra mim foi ele ter deixado de lado todo o horror da história original. E as escolhas estilísticas do filme também são meio duvidosas, como por exemplo trocar as 3 vampirinhas por gárgulas que deveriam ser de pedra mas que parecem de espuma pintada de cinza (acabou o dinheiro?).
Outro problema pra mim foi Besson ter focado bem a direçnao de arte de seu filme no Drácula do Coppola, mas de novo sem dinheiro e com escolhas equivocadas algumas vezes.
Agora o que funciona muito bem no filme é a escolha do ainda subestimado Caleb Landry Jones no papel do Conde Dracul. Caleb arrasa muito no filme Dogman do próprio Besson, filme bem meia boca onde só ele se salva. O problema é que ele está muito acima do resto do elenco.
Até o Christoph Waltz tá meio apagado como o não Van Helsing, que virou um padre católico alemão, ao invés do filósofo médico holandês original, que agora faz parte de uma congregação de caçadores de vampiros, atrás do Drácula há 400 anos.
Capitaneadas pela filha da Rosanna Arquette, Zoe Bleu, que estreia em papel grande como Nina, as atrizes do filme são fracas. Lindas mas fracas. Penam para chegar aos pés de Caleb e seu Drácula.
No final das contas eu gosto do filme mais do que eu achei que fosse gostar e finalmente Besson mostra que pelo menos pensou um pouco para fazer esse filme, menos preguiçoso do que seus anteriores que davam sono E raiva.
NOTA: 

1/2
