Eu estou ainda embasbacado como este Urchin é meia boca.
Chocado como este filme não me tocou em nada.
E como um filme com a pior direção de fotografia do ano pode estar entre os queridinhos da crítica e pasmem, ter passado no Festival de Cannes neste 2025 que já vai tarde.
Só porque o filme foi escrito e dirigido pelo bonitinho de plantão Harris Dickinson?
Só porque é estrelado por um ex Harry Potter, Frank Dilane, que fez o Tom Riddle?
Enquanto assistia a história do sem teto, viciado em drogas e ladrãozinho canalha, aquele que machuca quando rouba pra comprar a pior droga possível, eu só pensava o quanto Dickinson deve ter visto e revisto Nu, do grande Mike Leigh, não pela história mas muito pela direção de elenco e estrutura do roteiro.
Só que Ligh tem décadas de cinema e Dickinson tá começando agora. Pelo menos foi na referência certa.
Mas se você me lê por aqui, viu o quanto eu odiei o filme do bandido “bonzinho” esses últimos dias.
Paciência ZERO pra filme de ladrãozinho pé rapado, bonzinho ou não.
O urchin do título quer dizer algo como “moleque sem vergonha”, o que nem caberia pro protagonista porque ele não é mais moleque, mas ele age como um, bem sem vergonha, safado, daqueles que vivem em sua espiral de auto destruição infinita, de vez em quando colocando a cabeça pra fora da água para respirar um pouco e conseguir um fôlego pra próxima submersão.
Claro que, como sempre, o problema está em mim por não ter paciência nem interesse nem vontade de ver essas histórias de canalhas recriadas num fetiche cinematográfico sem fim.
Harris Dickinson vai ser um bom diretor se e quando encontrar sua voz.
Como eu sei que ele não lie mais meu blog desde que eu falei mal do filme dele com a Nicole, eu nem deixo dica pro fofo mas só digo que a gente poderia listar umas 394 ideias de histórias que ele poderia contar em seu próximo filme e com certeza nenhuma delas seria um pastiche de Nu com Trainspotting sem ter a perfeição ou a relevância de nenhum dos dois
NOTA: 
1/2
