O meu mundo ideal seria onde todos os filmes vindos da Mongólia fossem #alertafilmão.
Silent City Drivers é quase.
A Mongólia é um dos meus países preferidos da vida, lugar ao mesmo tempo cosmopolita e “caipira”, sem um meio termo. Se você virar uma rua equivocada você cai diretamente no século XVI. E não tem nada mais lindo que isso.
Silent City Driver é um filme que pertence ao lado século XXI do país, algo que há tempos eu não via no cinema do país.
O motorista silencioso do título é Myagmar, um cara que saiu de 14 anos de inferno, para uma cidade cheia de mistérios, corrupção, escândalos e o pior, indiferença absoluta.
Ele é um daqueles cidadãos invisíveis, tão comuns em cidades grandes.
E o filme é sobre como Myagmar sobrevive a isso tudo, sem traquejo algum, sem jeito de lidar com as pessoas, sem saber como viver depois de 14 anos encarcerado.
A maneira como sua história é contada pelo diretor Janchivdorj Sengedorj não deixa nada a desejar ao cinema contemporâneo mundial e Myagmar poderia viver em São Paulo se não vivesse em Ulan Bator e com certeza seria aquele invisível aqui tb.
Ao mesmo tempo que me impressionei com a contemporaneidade do filme, com a relevância da história, senti falta da tradição, do “caipira”, das histórias que só acontecem na Macedônia, o que na verdade é o que mais tem me interessado no cinema dos dias de hoje, as lendas, as tradições, a cultura ancestral que acaba levando à contemporaneidade única ao país que a mostra da melhor forma.
NOTA: 



