Panóptico é uma prisão criada por um jurista inglês no final do século XVIII que consiste em um edifício circular, com as celas dispostas ao redor de um pátio interno, para que todos os detentos vissem as outras celas, com a sensação de vigiar e ser vigiado o tempo inteiro.
Panotpticon, o filme que a Geórgia mandou para representar o país no Oscar 2026, nos apresenta Sandro, um jovem perdido na vida depois que sua mãe se mudou para os EUA, que seu pai resolveu ser monge e ele ter que viver com sua avó senil.
Vivnedo sem saber se é observador ou observado, Sandro tenta sobreviver como pode.
Perdido e talmbém com os hormônios à flor da pele ao mesmo tempo que fica dando broncas na namorada que quer ir além de uns beijos e ele diz que só depois de se casar, enquanto fica passando a mão em mulheres e meninas nos ônibus, na rua, onde puder, aquele carinha bem escroto.
Tão escroto que ele se aproxima de Lasha, com quem joga futebol. Só que esse amigo é outro escroto, ligado à ultra direita, de cabelo raspado e tudo, que leva Sandro pra dentro de casa e pra dentro do grupo xenófobo, preconceituoso e violento, se não pudesse piorar na vida do estúpido do Sandro, piora.
E a história dele, da vida, do dia a dia, das escolhas é péssima.
Passei o filme torcendo pra ele apanhar, ser preso, apanhar mais, o que me deixou bem irritado e não no bom sentido, porque no final das contas o filme é Sandro e nem as referências explícitas a Os Incompreendidos do Truffaut, que até passa na tv da casa do boçal, salvam o filme de sua obviedade sem graça.
Este filme inclusive conversa com o Familia, o filme que a Itália mandou para o Oscar 2026. E coincidentemente ou não é tão mediano quanto.
NOTA: 


