KOKUHO: O PREÇO DA PERFEIÇÃO é o drama que o Japão enviou para concorrer ao Oscar de Filme Internacional em 2026.
Não foi classificado mas conseguiu uma indicação ao Oscar de melhor Maquiagem e Penteado, mais que merecida.
Kokuho, mestre de artes tradicionais, conta a história de Toichiro, um garoto filho de um Yakuza que é assassinado cruelmente diante de seus olhos.
Toichiro desde pequeno é um estudante do teatro kabuki, aquele onde os homens faziam também os papéis femininos, já que era considerado impróprio que as mulheres subissem no palco.
Órfão, ele foi acolhido por um mestre do Kabuki, um kokuho, e começa a aprender e nsaiar exaustivamente ao lado do filho do mestre em um universo próprio e fechado de disciplina extrema.
O filme é lindo. O kabuki é lindo.
E o roteiro que foca no crescimento de Toichiro, de aprendiz a kokuho, onde aprende, ou melhor, é disciplinado por seu mestre, é emocionante, apesar de violento e opressor.
Outro detalhe lindo do roteiro é a amizade do aprendiz com o filho do mestre, que também é aprendiz e que vai crescendo ao mesmo tempo, nos estudos e na vida.
A direção de arte do filme talvez seja seu ponto alto.
Além da maquiagem e cabelo que fazem a festa, já que são várias as peças que os artistas de kabuki apresentam, o filme tem um minimalismo popular incrível (sim, inventei essa definição, porque o minimalismo não é o de revista de arquitetura, mas do dia a dia do povo, onde nada está demais, nada está sobrando e nem faltando, mas todos os cenários possuem um quê de pequenas obras de arte.
A história do filme se passa por décadas, desde que Toichiro é uma criança ee pelas quase 3 horas de filme vamos passeando por anos e anos de crescimento até que se atinge a perfeição, nós espectaddores levados pelas mãos pelo diretor Lee Sang-il que nos trata da melhor forma possível ao nos contar essa história emocionante.
NOTA: 



