Se você costuma ler por aqui sabe que eu não gostei nada de um dos filmes queridinhos da temporada de prêmios, o drama ou comédia Se Eu Tivesse Pernas Eu Te Chutaria, o filme que fica tentando te enganar o tempo todo se passando por uma coisa e no final é a pior coisa que poderia ser sendo que a enganação foi uma enganação da enganação só, não tem enganação nenhuma, mas só uma diretora que queria se passar de espertona e que conseguiu na verdade enganar um bando de críticos por aí.
Este drama inglês Blue é tudo o que aquele truque quis ser e não conseguiu.
É o “típico” drama de pai e filho que moram juntos, trabalham juntos, sofrem e riem juntos.
John Winter é um pescador da costa inglesa e Charlie, seu filho, que completa 18 anos, está começando a questionar os porquês de sua vida.
Ele vai chegando a conclusões como por eemplo, não aguentar mais ter uma vida extremamente monótona que é acordar, ir para o mar com o pai, ir ao pub muito de vez em quando acompanhar o pai beber junto dos amigos, voltar para casa, comer, dormir, repetir.
John, o melhor pai do mundo, protege Charlie e explica que ele pode na verdade fazer o que quiser, o que achar melhor, mas que ele sempre vai acabar ficando perto do pai porque assim ele cresceu e assim é desde sempre.
No aniversário de 18 anos de Charlie, eles vão ao pub, encontram os amigos do pai, Charlie sempre observando e esperando que sua mãe também chegue lá para comemorarem juntos.
E ela não chega.
A mãe, inclusive, não mora com eles e à medida que o filme avança a gente vai descobrindo vários porquês que nos são apresentados.
Blue tem uns probleminhas “normais” de indiezão sem muito dinheiro, principalmente a direção de arte e a falta de possibilidade de mais cenas e mais planos para a edição. Mas nada que comprometa muito o filme.
O que o diretor David J Smith poderia ter feito, na minha opinião, era demorar um pouquinho mais para contar a “pegadinha” do filme, que pra mim foi uma surpresa linda demais.
NOTA: 



