Eleanor a Grande é um drama quase bom que marca a estreia da Scarlet Johansson na direção.
Valeu o esforço mas Scarlet, você ainda tem muito, mas muito arroz com feijão pra comer.
A Eleanor do título é vivida pela ótima June Squibb que aqui continua ótima em um papel que na verdade não exige quase nada de uma atriz do nível dela, dado o roteiro tão fraquinho e a história mais fraquinha ainda sobre a mulher que depois da morte de sua melhor amiga, vai morar com sua filha e seu neto por um tempo enquanto resolve como vai passar seus (talvez) últimos dias na Terra.
A filha marca para ela participar de um coral de idosos mas ao chegar no ensaio, não se anima e entra por acaso em uma reunião de um grupo de ajuda a sobreviventes do holocausto.
Eleanor, bem “esperta” e sem ter nada para fazer, assume a vida da amiga judia que acabou de morrer e começa a contar a “sua” história de sobrevivência.
Como ele é uma fofa, fica todo mundo encantado com ela e emocionado com suas histórias, inclusive uma garota, filha de um jornalista famosão, que acabou de perder a mãe e se identifica com a história de luto de Eleanor e a convence a ser o objeto de um trabalho de faculdade.
Em princípio Eleanor não aceita, mas aos poucos ela vai cedendo e quanto mais próxima ela fica da garota, mais suas dissimulações e mentiras ficam vulneráveis, prestes a serem descobertas.
E como Eleanor, A Grande é um filme bem meia boca, a gente sabe tudo o que vai acontecer desde o início. Zero surpresa em um roteiro que perde um milhão de oportunidades de tornar essa historinha conhecida em um filme pelo menos interessante.
E como disse antes, a direção de Scarlett é quase nula e antes passasse despercebida, o que seria ótimo, mas ela ainda estraga algumas cenas importantes por decisões erradas, já que falta prática e pelo visto também um time bom para resovler essas questões no antes e no depois.
E ao que parece nem a fofura da Eleanor, e nem de June Squibb, foram suficientes para que o público relevasse a mediocridade deste filminho. Só espero que no próximo a diretora Scarlett seja mais feliz. E competente.
NOTA: 


