Enquanto eu assistia Body Blow, o thriller gay mais violento do #FantasticFest, eu só ficava pensando o que mais doido viria a seguir.
E veio.
Lá pelo meio do filme toca uma versão mid 80’s eletrônica tosca da minha música preferida da vida, Sonata Ao Luar, do Beethoven.
Eu não aguentei e gritei. De felicidade, que fique claro.
O filme é bem isso, cheio de surpresas absurdas que se não te faz gritar, te faz suspirar fundo para que você não perca o fôlego.
O filme se passa no underground gay violento australiano pra onde um policial é transferido e logo jogado no turbilhão de emoções nem sempre boas causadas por um garoto de programa barra gogoboy barra bartender de um clubinho gay tosco cujo dono ee uma drag queen mafiosa bem truqueira e trambiqueira.
E como o policial chegou lá? Sua nova dupla policial o levou pra relaxarem depois de um dia de trabalho e o jogou às feras.
E um loirão fortão com cara de mau chama mais atenção nesse tipo de lugar que um franguinho vivo na jaula de leões esfomeados no zoológico.
E igual o franguinho, o policial é um tonto e vai sendo devorado aos poucos por todo mundo que cruza seu caminho, ao invés dele ser o dominador das situações, já que é um policial que deveria ser mais esperto que o normal.
Body Blow é um filme sobre joguinhos de pequenos poderes, de enganações, de dissimulações, tudo muito bem planejado e muito bem articulado para que o destino final seja o mais prazeiroso e gratificante possível. Pelo menos pra quem planejou a viagem, que aliás mais parece uma bad trip (no melhor sentido) oitentista caricata que serve muito bem ao filme e ao seu propósito gay exagerado, bem diferente dos filmes gays sanitizados e cada vez mais comuns lançados ultimamente onde o legal é colocar as bichas no padrão da sociedade, tirando-as do seu “habitat natural” que é, sempre foi e sempre será o underground, a experimentação, a ousadia, os melhores espaços para as quebras de regras e por consequência para a criação de novos mundos e modelos de mundos.
NOTA: 

1/2
