Pra começar, este documentário sobre a falência (moral e econômica) da Revista Vice está naquela plataforma onde um dos donos é sionista, então, vocês sabem o que fazer.
PRa quem não conhece, nunca ouviu falar da Revista Vice, eles começaram como um zine punk no Canadá e com muito trabalho, muita cara de pau e muita ideia boa, se tornou referência cultural dos anos 1990/200, com matérias que sempre focavam no submundo do submundo, nas coisas bacanas e nas coisas nem tanto.
Por sua liberdade e falta de vergonha na cara, eles cresceram muito, tiveram seu valor inflado aos quase 5 milhões de dólares, mandavam e desmandavam na cultura mundial, com escritórios pelos 4 cantos do mundo (inclusive aqui no Brasil).
Mas eu me lembro do momento que eu ao ler a Vice que recebia em casa, achei alguma coisa estranha, umas matérias bizarras demais, uma super misógina e outra bem nazi.
Eu pensei, será que isso é piada ou é uma guinada editorial?
Na próxima edição, a coisa degringolou pra mim, tanto que eu pedi gentilmente que a Vice parasse de me mandar revistas e convites pra festas e me chamar pra tocar em eventos.
Assistindo esse filme entendi o que aconteceu lá atrás: Gavin McIness, editor da revista, começou a colocar suas manguinhas de fora e o que parecia ser um monte de piadas meio sem graça na verdade viham da cabeça escrota do cara que um tempo depois criou os Proud Boys. Sim, aquele grupo neo nazi desgraçado.
Voltando um pouco, este filme foi escrito e é dirigido pelo Eddie Huang, um chef novo e “disruptivo”que lá atrás a Vice chamou para apresentar um programa chamado Huang’s World que de cara foi sucesso, daí a Vice tentou mandá-lo em pautas horrorosas e depois que ele saiu de lá, vem tentando há anos receber dinheiro que a revista lhe devo.
Sem sucesso.
E esse filme é uma tentativa de Eddie Huang fazer com que todo mundo saiba das histórias horrorosas de anos dentro da revista e pra isso ele foi conversar com uma galera enorme que ajudou a criar a revista, dar a cara mesmo e todo mundo, sem exceção, saiu de lá.
Inclusive Eddie Huang tenta entrevistar o dono da Vice e nas mensagens que eles trocam, o canadense diz pro chef: “seu filme vai ser então o lugar onde um monte de gente recalcada vai chorar?”.
E é meio isso mesmo, Vice Is Broke acaba parecendo mesmo o veículo ideal pros funcionários “traídos” reclamarem.
Eu sinceramente vinha gostando do filme até que li essas mensagens no filme e daí virou a chavinha mesmo.
Vice Is Broke é uma crítica potente, é também o veículo do choro. Mas principalmente é o filme que me fez entender que lá atrás eu nnao estava enganado, que as coisas não foram tão sutis assim, os 2 pés na porta eram dicas do que vinha por ali. E vieram. E foi feio.
Tão feio que, no final das contas, todo mundo saiu perdendo. Inclusive esse filme, que foi comprado pelo sionistas. Ninguém se salva, impressionante.
NOTA: 

1/2
