Que surpresa muito boa que é A Cauda do Diabo, thriller em cartaz na 8½ Festa do Cinema Italiano 2025, em cartaz pelo Brasil inteiro.
O filme se passa numa Sardenha invernal, onde um agente penitenciário, é acusado injustamente pelo assassinato de um preso que estava sob sua guarda.
O defunto calhorda fazia parte de uma organização criminosa de tráfico humano, de jovens primordialmente ucranianas, recém chegadas à Itália, sem trabalho, sem falar o idioma, que eram abduzidas, presas e vendidas.
Só que Sante Moras (o ótimo Luca Argentero), não é só um agente qualquer, ele já foi policial e tem toda a expertise adquirida por anos e a usa para conseguir fugir da própria polícia para provar sua inocência.
A polícia que nnao o conheceu como policial mas que à medida que as horas vão passando, vai descobrindo, através de depoimentos de seus colegas e superiores que Sante não seria capaz de matar ninguém, mesmo com problemas financeiros que vinha passando, o que é o álibi ao contrário perfeito, o que a organização criminosa usa para torná-lo culpado.
Mas Sante está sempre um passo à frente e vai pedir ajuda primeiro à mãe de uma das garotas desaparecidas para chegar à Fabiana Lai, a jornalista que está cobrindo a história dos sumiços de jovens na região e tentando chegar a operação criminosa.
O que faz de A Cauda do Diabo tão interessante é o ritmo do filme, o tempo que o diretor Domenico de Feudis resolveu dar a sua história e seus personagens, algo que lembra mais um filme policial nórdico, com os 2 pés no drama do que ao caos de gangsters ingleses ou hollywoodianos.
O inverno da Sardenha acaba sendo o cenário perfeito para a história do policial que sofre, apanha, é falsamente acusado, foge, cai, levanta, sempre desconfiado mas que vai até seu último respiro de força para provar sua inocência.
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