Bulletproof: A Lesbian’s Guide to Surviving the Plot (À Prova de Balas: Um Guia Lésbico de como Sobreviver ao Roteiro) é um documentário bem engraçadinho sobre um estudo bem interessante do quando personagens lésbicas (e LGBTQ’s em geral) são “matados” indiscriminadamente em séries e filmes.
E o “engraçadinho” é para o bem e para o mal.
Ao mesmo tempo que leva muito a sério o objeto do filme, a diretora Regan Latimer faz um filme bem humorado para dissecar um tema tão problemático.
Mas o engraçadinho por muitos momentos, mais do que o razoável, irritam.
A diretora deixa claro desde o início que a pessoa que aparece para a câmera não é ela, mas sim uma amiga atriz. Mas mesmo assim o filme é todo contado em off pela própria diretora, o que deixa tudo meio confuso, até porque em vários momentos a atriz olha para a câmera, para confirmar alguma coisa e a gente sabe que quem está por trás da câmera é a diretora.
Fora isso, a tese de Regan, comprovada por estudos extensos, é bem interessante, para não dizer triste.
Só nos últimos anos que a representação LGBTQ+ foi levada mais em consideração nas obras audiovisuais.
Principalmente personagens gays, porque as lésbicas ou morrem logo, ou desaparecem do nada, ou são menosprezadas depois de certo momento. E este “certo momento” a gente vê que basicamente são as desculpas mais esfarrapadas dadas por roteiristas, produtores e cabeças de séries.
O que deixa tudo mais “triste” é que essas pessoas que são basicamente as responsáveis pelos filmes ou pelas séries, nem percebem o que fizeram, o quanto sumiram com os personagens LGBTQ+ de suas obras. Eles “nem percebem” que muitas vezes acabam repetindo as mortes, as formas das mortes e dos sumiços, como se fizessem parte de um manual de “como exterminar gays”, o que este documentário nos mostra com detalhes incríveis, jogando na cara dessas pessoas o que eles tem feito há anos.
NOTA: 

1/2
